segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AZA - Heb. ‘Ayyah, “montão” ou “ruína”.


Uma cidade mencionada na lista das possessões efraimitas (1Cr 7:28). Khirbet Haiyan, a cerca de 5 km a sudeste de Betel, tem sido identificada com Aza. Contudo, as escavações levadas a cabo no local puseram somente a descoberto algumas ruínas bizantinas. Por isso, a localização de Aza ainda continua por descobrir. Algumas versões, seguindo diferentes leituras do texto hebraico, representado por vários manuscritos hebraicos, menciona-a como “Gaza”.

ÁVEN - Heb. ’Awen, “maldade”.

1.) A designação de uma planície ou vale (Am 1:5) no reino de Damasco, possivelmente el-Biqa‘, onde se situava Baalbek, um centro de adoração pagã. Este centro sem dúvida que esteve na origem do nome simbólico dado por Amós a esta planície;
2.) Designação dada por Oséas a Betel porque esta cidade, significando “casa de Deus”, se tornara num local idólatra (Os 10:8);
3.) Uma cidade do Egipto, de acordo com o texto masorético de Ez 30:17. As consoantes ’wn são as mesmas da palavra ’On, em Gn 41:45, Gn 41:50 e Gn 46:20, que se refere à cidade de Heliópolis. Os Masoretes acrescentaram um ponto ao texto, sem vogais, de Ez 30:17, o que mudou o nome da cidade para ’Awen, “maldade”, sem dúvida por causa da sua idolatria.
AVA - Heb. ‘Awwa’, de significado incerto.

Uma cidade de onde os assírios trouxeram pessoas para a colonização de Samaria, depois que a população israelita foi deportada (2Rs 17:24), tratando-se provavelmente de Iva (Heb. ‘Iwwah), a cidade que é mencionada nos capítulos 2Rs 18:34 e 2Rs 19:13. Ainda não foi identificada com toda a certeza. Sachau sugere ‘Imm, situada entre Antioquia e Alepo; Sanda prefere a cidade de Ammia, perto de Biblos e mencionada nas cartas de Amarna; Dhorme e Abel inclinam-se para Tell Kafr ‘Aya, no Rio Orontes, a sudoeste de Homs.

ATROTE-BETE-JOABE - Heb. ‘Atrôth Bêth Yô’ab, “a coroa da casa de Joabe”.


Um local em Judá (1Cr 2:54, algumas versões), ainda não identificado. Algumas versões separam o nome, traduzindo-o por “Atarote, a casa de Joabe”.

ATENAS - Gr. Athenai.


A cidade mais ilustre da antiga Grécia e a sua actual capital. Deram-lhe este nome em homenagem à deusa patrona da cidade - Athena. Segundo a tradição, foi fundada no século XVI AC. Fica a cerca de 6,5 km do mar e, em determinada altura, esteve ligada ao seu porto por grandes muralhas.
Durante os primeiros séculos da sua história, a cidade foi governada por reis. Quando estes foram depostos, Atenas tornou-se numa oligarquia, uma regra da aristocracia. A partir daí, os seus magistrados eram os archors (governadores). Draco codificou as rigorosas leis de Atenas por volta de 621 AC mas Solon, o segundo legislador de Atenas, modificou-as por volta de 594 AC, tornando-as mais humanas. Atenas tornou-se numa democracia, ou seja, era governada pelos seus cidadãos burgueses (embora estes formassem a minoria da população total). Durante o século VI e especialmente no século V, a cidade tornou-se no centro da arte e literatura gregas, situação que se manteve mesmo em períodos de insignificância política. O seu período mais glorioso iniciou-se com as guerras persas, no século V, quando os gregos conseguiram uma série de vitórias sobre as forças imperiais persas. A primeira vitória sobre Dario I, em Maratona (490 AC), provou ao mundo que os exércitos das pequenas cidades-estado gregas eram muito superiores ao grande exército do Império Persa. Dez anos mais tarde, Xerxes, o sucessor de Dario, atacou a Grécia. Saiu vitorioso em Termópilas e queimou Atenas, que tinha sido abandonada pelos seus habitantes, mas Xerxes foi derrotado na batalha naval de Salamis (480 AC), de Plataea e de Mycale, em 479 AC
Mais tarde, Atenas tornou-se na principal cidade da confederação grega e, sob a liderança capaz de Péricles, deu-se início à sua era dourada. A cidade surgiu das cinzas ainda mais bela do que anteriormente. Na Acrópole, o escarpado monte central da cidade, foi construído o imortal Partenon, a pérola de todos os templos clássicos; também foram erigidos o encantador Erecteo e o magnífico Propylaea. Após o período de liderança ateniense, seguiu-se uma luta fatal com Esparta e a perda da supremacia de Atenas em Tebes. Em 338 AC, Filipe da Macedónia conquistou tanto Atenas como Tebes. A partir daí, tornou-se num peão da Macedónia de Alexandre e dos seus sucessores. Em 146 AC, os romanos organizaram a Grécia, tornando-a na província da Acaia. Desde então, Atenas manteve-se sob domínio romano mas gozando de uma considerável independência. Quando Sulla a saqueou em 86 AC, a cidade passou por um breve revés. Os romanos adornaram-na extravagantemente com vários edifícios. Por causa da sua fama como mãe da cultura ocidental, que incluía arte, literatura, arquitectura e filosofia, continuou a ser uma importante cidade nos tempos romanos, embora não tivesse a importância económica e política de Corinto, a capital da província. Era especialmente famosa como centro de conhecimento e a sua universidade foi considerada como a melhor do mundo. Todas as principais filosofias - platónica, estóica, epicureana e peripatética - se desenvolveram em Atenas.
O apóstolo Paulo passou por Atenas durante a sua segunda viagem missionária, provavelmente por volta de 51 DC. Ao lidar com o povo e ao falar-lhes no agora, ele achou os atenienses algo inquiridores (At 17:21) e supersticiosos (At 17:22). Que eles eram supersticiosos, era evidente para qualquer observador mais ou menos atento, uma vez que, em Atenas, existiam cerca de 3000 estátuas - a maior parte delas sendo, provavelmente, objectos de adoração - assim como muitos templos e altares. Entre estes altares existia um dedicado “ao deus desconhecido” (At 17:23). Até agora, nas escavações feitas em Atenas, não se encontrou um altar com tal inscrição mas, em Pergamo, descobriu-se um altar que continha uma inscrição parcialmente destruída: “Aos deuses des(conhecidos)”. Tal altar é também mencionado pelos escritores antigos como tendo sido erigido a fim de evitar calamidades públicas que não poderiam ser atribuídas aos deuses que eram já conhecidos. É possível que o altar que Paulo viu em Atenas pertencesse a algum culto desconhecido. Havia também ali uma comunidade judaica que possuía uma sinagoga onde Paulo pregou, de acordo com o seu hábito de iniciar o seu trabalho, numa nova cidade, entre os judeus (At 17:17). A sua discussão com os atenienses no agora abriu caminho para o seu discurso no Areópago (At 17:22 deixou um grupo de cristãos em Atenas, entre os quais se encontravam um oficial de alta patente e uma mulher de grande reputação (At 17:32-34). Não haverá grandes dúvidas sobre o facto de Paulo ter visitado novamente a cidade durante a sua terceira viagem missionária (At 20:2-3), embora este facto não seja especificamente registado por Lucas.

ATAROTE-SOFÃ - Heb. ‘Atrôth Shôphan, “a coroa de Sofã”.


Um local no território de Gade (Nm 32:35). Em vez do nome composto, algumas versões escrevem, incorrectamente, “Atarote, Sofã”, presumindo que se trata de duas cidades diferentes. Ainda não foi identificado.

ATAROTE-ADAR - Heb. ‘Atrôth ’Addar, “a prega de Adar”.

Um local na fronteira de Efraim e Benjamim (Js 16:5), a sul de Betel e não muito longe de Beteorom (Js 18:13). Não foi ainda identificada. Se Tell en-Nasbeh, a 11 km a norte de Jerusalém, não for Mizpá, 4, poderá tratar-se de Atarote-Adar.